#TBT – Em 2011, matéria da Folha de São Paulo revela que Polícia Federal investigou desvio de R$ 150 milhões na Assembleia. Entre os envolvidos estavam Themistócles Filho e Robert Rios

Em 2011, uma reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou que a Polícia Federal estava investigando o desvio de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa. O esquema desviava dinheiro público de três fontes: desvios de verbas da folha de pagamento (com laranjas e funcionários fantasmas), verba de gabinete (com a utilização de notas frias) e fraudes em licitações.

Entre os deputados envolvidos, a Folha citou dois: Themístocles Filho e Robert Rios. Na ocasião, Robert chegou a solicitar que a investigação saísse da alçada da Polícia Federal e fosse para a Polícia Civil. Neste caso, Robert foi obrigado a devolver dinheiro depois de ter usado verbas públicas para colocar silicone na sua então esposa.

Como já é esperado, NENHUM meio de comunicação do Piauí investigou o caso na época. O portal Cidade Verde chegou a republicar a matéria da Folha de São Paulo, mas não passou disso.

É interessante notar que a investigação desapareceu. Muito semelhante ao caso dos CPFs Premiados, não houve mais informações sobre como essa investigação terminou – e, mais uma vez, o caso foi abafado com a ajuda da mídia piauiense.

É por isso que é necessário que a população piauiense fique de olho nas investigações do Ministério Público. É uma situação rara que a Assembleia Legislativa esteja sendo investigada. A diferença do caso de 2011, no entanto, é que agora há O Piauiense cobrando resultados com o apoio de milhares de piauienses.

O Ministério Público está nas primeiras diligências sobre o Escândalo dos CPFs Premiados mas, como mostra a reportagem de 2011, o desvio de verbas públicas já é muito antigo na Assembleia – e com os mesmos deputados estaduais cometendo os mesmos crimes de sempre.

Não podemos deixar que essa investigação morra como a de 2011 desapareceu.