CMT / Corrupção / Dinheiro público · 18 de julho de 2021

Relembre como funciona o aluguel dos carros superfaturados na Câmara dos Vereadores

Em abril, denunciamos o aluguel de carros superfaturados na Câmara de Vereadores. Parlamentares como Thanandra, Jeová, Leonardo Eulálio, Edson Melo e outros estavam alugando carros com até 4x ou mais o valor normal de mercado.

O caso envolve vereadores e empresas de alugueis de carros que, muitas vezes, não tem nem mesmo a atividade principal de funcionamento no aluguel de veículos.

Esse é o caso da RL Empreendimentos Imobiliários. A empresa alugou, em janeiro, para Jeová Alencar uma TrailBlazer por R$ 6.500/mensais. Ela também alugou um Jeep Compass por R$ 5.000 para Dudu e veículos Ford KA para Luiz Lobão e Thanandra por R$ 4.500. Joaquim do Arroz alugou uma Ford Ranger por R$ 6.200. Leonardo Eulálio alugou uma Amarok por R$ 6.500. Edson Melo alugou um Jeep Compass por R$ 5.000 – cabe lembrar que, como já denunciamos aqui, essa empresa fez reuniões políticas para Jeová Alencar durante as eleições.

Há, no entanto, outras empresas atuando e outras relações comerciais estranhas. Veja o caso de Bruno Vilarinho. Ele alugou uma Hilux por R$ 8.000/mensais na empresa ARW Consultoria Empresarial. Coincidentemente, essa Hilux foi vendida para a empresa de aluguel de carros pelo deputado estadual Pablo Santos.

A vereadora novata, Fernanda Gomes, filha do vereador de velhas práticas, Evaldo Gomes, alugou uma S10 por R$ 6.200 na Transporte Premium – novamente, durante o recesso parlamentar.

O argumento que os vereadores utilizam é o de que eles pediram um comparativo de orçamentos e selecionaram o mais barato. Ao analisarmos esses orçamentos, todos estavam superfaturados.

Conseguimos fazer essa investigação através das notas fiscais disponibilizadas no site da Câmara de Vereadores. Porém, logo após nossas denúncias, o presidente da Câmara de Vereadores, Jeová Alencar, determinou que todas essas informações fossem retiradas do ar.

A ação é criminosa, pois desrespeita a Lei de Acesso à Informação. Atualmente, nenhum cidadão tem mais acesso às informações públicas sobre os gastos dos vereadores.