Geral · 23 de abril de 2022

Precisamos de políticos defendendo a sociedade como um todo

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No livro “As Seis Lições”, o economista austríaco Ludwig von Mises fala que vivemos em uma época em que as políticas são feitas por grupos de pressão. Se um grupo tem influência política, ele consegue resultados políticos.

É por isso que há os “vereadores dos animais”, “o deputado dos esportes”, o “parlamentar dos evangélicos”. Mesmo sendo eleito para governar para todos, ele trabalha para um grupo que o pressiona a tomar certas atitudes.

Mises, então, afirma que faltam políticos que defendam a sociedade como um todo. E essa é a pura verdade.

Quando uma pessoa como a Thanandra é eleita pela “causa animal”, ela não é vereadora apenas para ajudar os animais e sim para toda a sociedade (que é quem a sustenta). Temos diversos exemplos no Piauí. Fábio Novo não é o deputado da cultura, mas ao se limitar a essa “causa”, ele está apenas querendo agradar a um determinado grupo de pressão.

Em alguns casos, como de Fábio Abreu, o “deputado da segurança pública”, percebemos que a área que ele mais prejudicou foi justamente a que disse representar.

Grupos sem representação política são, assim, ignorados pelos políticos que defendem interesses específicos.

Quando um político fala em causas, ele está falando meramente em ser o representante daquele grupo que está pressionando-o politicamente a tomar certas decisões que favoreçam esse grupo, mesmo que prejudique toda a sociedade.

Não precisamos defender causas, precisamos defender a sociedade como um todo.