Eleições 2022 · 29 de abril de 2022

Pessoinha evita nome do pai e Barbara usa nome de Firmino

Quando Dr Pessoa ganhou as eleições, uma das primeiras atitudes de João Duarte, seu filho, foi colocar seu apelido como nome de usuário do Instagram. Ele virou João Pessoinha.

Era uma forma de se agarrar no sucesso eleitoral do pai, que foi bastante celebrado quando venceu as eleições.

Porém, Dr Pessoa se queimou rápido, se desgastou ainda nos primeiros meses de mandato e gerou uma das maiores rejeições da história política do Piauí. E agora, como um passe de mágica, ele já mudou novamente o nome para João Duarte.

Do outro lado está Barbara Soares, pré-candidata a deputada que agora está usando o nome de Bárbara do Firmino.

Bárbara é uma moça jovem, médica e que poderia contribuir com a política com ideias novas, mas tentar forçar essa associação parece uma estratégia desnecessária.

No interior, políticos semianalfabetos adoram fazer isso: é a “Fulaninha do Fulaninho”, associando o nome da esposa com do marido ou vice-versa. Isso é populismo puro.

Bárbara não precisa disso. O legado de seu pai pode ser trabalhado nas palavras, na história contada – essa ideia de marketing parece mais ser uma forma populista de ganhar votos de eleitores e apoiadores do seu pai.

Enquanto João Pessoinha, agora João Duarte, está em busca de evitar a rejeição do seu pai, Bárbara do Firmino busca aceitação.

Os dois jovens deveriam buscar emancipação dos nomes de seus pais e divulgarem suas próprias ideias e ações. Não é forçando a barra querendo herdar uma história e um legado, o sangue paterno de ambos já correm nas veias, a população já sabe disso.