Pesquisa eleitoral da OAB errou totalmente: podemos confiar?

A campanha para presidente OAB-PI, que aconteceu nos últimos meses, trouxe uma reflexão interessante sobre as pesquisas. No sábado, último dia antes da eleição, todos os portais de notícias divulgaram o candidato Raimundo Jr ganhando disparado na frente. O resultado: Celso Barros venceu.

A OAB tem cerca de 15 mil advogados inscritos no Piauí, um universo muito menor que os 2,4 milhões de eleitores que há no Piauí ou mesmo dos 400 mil eleitores apenas de Teresina. Como um instituto errou tão feio em um universo de pessoas muito menor?

Essa pesquisa da OAB foi feita pelo Instituto Opinar – no ano passado, publicamos um vídeo de um pesquisador desse mesmo instituto em que ele ignorou, durante os questionários realizados, os nomes de três candidatos da disputa (Gessy Fonseca, Simone Pereira e Major Diego). O pesquisador chega a afirmar, durante o vídeo, que em um levantamento interno do instituto, os três candidatos não tinham chance de vencer (vídeo abaixo)

Lembre-se que Gessy ficou em terceiro lugar e nomes citados na pesquisa como Fábio Abreu ficou em quinto lugar.

Como confiar nas pesquisas? É claro que as pesquisas eleitorais envolvem estatística e amostragem e definem o pensamento do eleitor em um determinado momento. Mas é impossível afirmar que, agora citando a pesquisa da OAB, os advogados mudaram majoritariamente de voto entre o sábado e o domingo.

Os institutos se tornaram ferramentas de marketing que são usados por políticos (e até por advogados) para buscarem captar eleitores indecisos. As pesquisas estão cada vez mais sem nenhuma credibilidade.