Piauí · 3 de maio de 2022

Na política, soma pode significar subtração

Imagina o político que contabiliza intenção de voto baseado meramente em apoio político. Muitos acham que um candidato ao declarar apoio para o outro está fazendo com que seu eleitorado tende a seguir sua decisão, mas muitas vezes essa soma é nula ou até mesmo NEGATIVA.

É exatamente por isso que Rafael Fonteles e Wellington Dias querem o “apoio branco” de Dr Pessoa e Robert Rios, algo que eles chamam de “neutralidade” para conseguir uma militância nos bastidores e ao mesmo tempo evitar que rejeição deles atrapalhem a campanha.

O grupo governista comemora também o apoio de políticos próximo a Firmino, como é o caso de Washington Bonfim, mas será que o eleitor que estava disposto a votar no pré-candidato do Cidadania está disposto a votar em no PT?

São alianças como essa que muitas vezes na política tem efeito NULO OU NEGATIVO.

Como justificar para o eleitor insatisfeito da capital que via em Bonfim uma possibilidade de mudança que a continuidade de Rafael Fonteles é algo bom? Bonfim sempre focou em crescer atacando Dr Pesso e agora estará disposto a estar no mesmo grupo político que Robert Rios e Dr Pessoa?

Essa matemática não fecha e a chance disso ter resultado nulo ou negativo é quase certo.

Estratégias políticas como essa tendem a dar muito errado. Veja o que está acontecendo em São Paulo com o eleitorado do Alckmin, a saída do tucano para o PSB não fez Haddad subir nas pesquisas, como também não trouxe ao Lula maiores intenções de votos na corrida eleitoral.

Eleitores não são como números matemáticos de quem compra um punhado de verdura na feira, são cabeças pensantes que em geral percebem que atitudes na prática dos seus líderes não condizem com seus discursos e é exatamente por isso que a soma 1 + 1 na política quase sempre não é 2, ela pode ser 1 ou até mesmo 0.