Grupo de advogados que buscam a Presidência da OAB no Piauí apoiam conduta antiética do TCE e vai contra as prerrogativas

No dia 17 de março, a OAB-PI emitiu nota de repúdio e abriu processo de desagravo público contra o Tribunal de Contas do Estado em favor do advogado André Portela, criador da plataforma Custo Piauí, por ter sido desrespeitado no exercício da sua profissão de advogado e teve o “uso da palavra” negado, direito este que faz parte das prerrogativas essenciais do exercício da advocacia.

André Portela se tornou muito conhecido pelo resultado da sua luta pela transparência das contas públicas do Estado e munícipio através do Custo Piauí, e realizou diversas denúncias que intimidam os mais poderosos.

No entanto, na contramão da ética, transparência e bom uso do dinheiro público, um grupo de advogados ligados à pré-candidatura à presidência da OAB, encabeçada por Raimundo Júnior, emitiu nota de apoio ao TCE e não ao advogado que teve seu direito negado.

Esta nota de apoio à ilegalidade conta com nomes como do: ex-Secretário de Justiça Daniel Oliveira, Carlos Yuri, Pollyana Sanches, Ivan Lopes Araújo Filho e Blenda Cunha.

Vale o lembrete que Raimundo Júnior já foi denunciado pelo O Piauiense por causa de sua esposa com um cargo na Assembleia Legislativa do Piauí enquanto estuda medicina e seria, supostamente, Procuradora na cidade de Altos, o caso ainda está em andamento no Ministério Público.

Então, apesar de não ter assinado a nota, Raimundo Júnior e seus aliados já estão mostram do que são capazes.

É essa uma das chapas competitivas na disputa pela presidência da OAB: aliada de interesses escusos e contra advogados que lutam por um bem maior.