Flávio Meireles e as consequências da liberdade de expressão

Após a demissão do jornalista Flávio Meirelles, algumas pessoas começaram a questionar na internet se a demissão do jornalista não era um ataque à liberdade de expressão.

Diante disso, vou tentar explicar em algumas linhas que Flávio NÃO PERDEU em momento algum a sua liberdade, inclusive pode continuar fazendo uso dela para destilar seu ódio, pelo menos desta vez ele aprendeu que isso tem um preço.

Entenda que o motivo da demissão do jornalista NÃO é uma censura às suas palavras. Talvez agora, mais do que nunca, o jornalista esteja LIVRE para falar tudo aquilo que ele sempre quis, só não poderá mais fazer isso trabalhando em uma TV que recebe recursos públicos, e também é uma concessão pública.

A questão é que as pessoas querem ser livres das consequências de seus atos – e isso não existe em lugar nenhum do mundo.

Inclusive eu acho que seja por isso que a REDE CLUBE optou por seu afastamento. Empresas possuem CNPJ e aquela notinha fajuta da TV só agradou a quem pensa igualzinho ao Flávio.

As palavras do apresentador nunca foram meramente uma opinião política isolada de um colaborador. Se a repercussão não tivesse tomado a proporção que tomou, as palavras dele passariam despercebidas e, talvez, a Clube não iria se importar com aquela postagem.

É muito pouco provável que uma fala tão descabida seja um fato isolado e é exatamente por existir as redes sociais e por elas terem dado LIBERADADE DE EXPRESSÃO às pessoas, que milhares de piauienses seguidores da página e de outros perfis tomaram conhecimento daquilo que ele falou e, de forma livrem, se expressaram cobrando um posicionamento do CNPJ que sustenta o rapaz.

Liberdade de expressão não significa que os espectadores ficam calados e aplaudem qualquer fala – o boicote a uma empresa ou a uma pessoa, por discordar dela, faz parte da liberdade das pessoas em não aceitarem certas idéias.

Dessa vez, o ódio NÃO PASSOU! E Flávio está pagando o preço que pessoas livres pagam até mesmo por falarem besteiras.

Texto de @danielpereirathe

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