Deputados não prestam contas sobre seus gastos porque os crimes cometidos com esses valores é pior do que o crime de esconder informações públicas

Se o deputado estadual se recusa a passar informações públicas, ele está desrespeitando a Lei de Acesso à Informação. Ele pode ser condenado por improbidade administrativa. Porém, se ele for pego fazendo rachadinha (peculato), colocando parentes em cargos comissionados (nepotismo) ou simplesmente o roubo de dinheiro público ao fazer uma negociação fraudulenta com uma empresa que lhe devolve o dinheiro, a pena pode ser a prisão.

É por isso que eles preferem arriscar responder por improbidade administrativa do que abrir as contas públicas.

Marden Menezes se recusou a abrir as contas públicas afirmando que não considera O Piauiense uma página de jornalismo. Mas, se você for até a página dele, sem nenhuma associação com nosso pedido, e solicitar informações sobre seus gastos, ele não irá lhe informar nada. Marden gasta, mensalmente, R$ 15 mil com uma empresa de consultoria. Que empresa é essa? Que consultoria cara é essa? Não é possível saber e Marden não informa.

Teresa Britto, por outro lado, chegou a responder seguidores afirmando que prestava sim contas à população mas, logo depois, considerou que era uma má ideia fazer uma declaração como essa e EXCLUIU COMENTÁRIOS E BLOQUEOU USUÁRIOS que questionaram sua prestação de contas.

Todos eles são orientados por Themístocles Filho, o chefe da criminosa Assembleia Legislativa, a não prestarem essas informações publicamente. Themístocles promete a eles a proteção e pede em troca o silêncio e seus votos.

É assim que trabalham os deputados estaduais do Piauí.