Cultura · 10 de abril de 2022

Como Fábio Novo destruiu a cultura do Piauí

Muito se fala sobre os impactos da lei Rouanet no Brasil. Utilizada para financiar apenas os artistas apoiadores do governo no poder, ela criou uma tropa de artistas bajuladores. No Piauí, os “investimentos” em cultura também foram semelhantes.

Comandada por Fábio Novo, a Secretaria de Cultura começou a lançar editais e selecionar seus preferidos. Uma das reclamações que mais recebo é que os mesmos nomes estão sempre lá, vencendo infinitamente os editais.

O artista, que antes se preocupava em fazer um ótimo trabalho para garantir muitos espectadores e a bilheteria cheia, agora se preocupa apenas em agradar o secretário para ser aprovado em um edital.

E, pior que isso: ele também se preocupa em não criticar.

Se a arte, ao longo da existência da humanidade, teve o papel de extravasar o pensamento da sociedade em relação aos poderosos, agora a arte que vive de dinheiro público se preocupa em defender o político que está no poder.

Se antes víamos diversas peças teatrais de excelente qualidade, bandas de jovens tocando em vários pontos da cidade e uma cena cultural ativa, hoje em dia isso caiu muito. Os shows de humor, as obras no teatro e outros trabalhos estão em menor número e em muito menor qualidade.

Isso sem contar quando há a tentativa de privilegiar pessoas que nem são artistas como Ieldyson, Cinthia Lages, Rivanildo que foram aprovados – e desaprovados após nossas denúncias – em editais do Governo.

Fábio Novo teve papel central em silenciar os artistas, pessoas com tinham alto poder de influência e poderiam ser críticos ácidos e os transformou em cabos eleitorais de governos corruptos.