CMT · 1 de maio de 2021

Chico Lucas: O corporativismo que não se importa coma farra de dinheiro público

Chico Lucas, ex-presidente da OAB e atual secretário do Interpi no governo Wellington Dias, comentou na publicação sobre os altos gastos da vereadora Thanandra com advogados. Segundo ele, questionar esse tipo de gasto é criminalizar a advocacia.

Chico finge que leu o que não leu para responder o que não está no texto: sua preocupação não é a falta de transparência, mas o excesso dela. Para ele, que é secretário de um dos governos mais corruptos no Piauí, a sociedade não pode questionar tantos advogados sendo contratados com dinheiro público – para Chico, qualquer imoralidade que seja legal deve ser aceita como natural.

O ex-presidente da OAB acha normal um parlamentar contratar para cargos em comissão advogados que possuem relação profissional com o mesmo escritório que já recebe verbas indenizatórias do mesmo gabinete – algo que não parece nem um pouco razoável.

Chico Lucas fala que mostrar os gastos de dinheiro da sociedade é “induzir” o leitor a uma percepção. Na verdade, quem deveria ter induzido alguém a fazer algo deveria ter sido os advogados de Thanandra: por que eles não assessoraram a vereadora a não pagarem R$ 105.600, por ano, para alugar dois veículos Ford KA? Estamos pagando caro em assessores e advogados para eles ainda induzirem seus assessorados a gastar mal o nosso dinheiro?

Por fim, Chico Lucas é um mero corporativista e não há nada pior que corporativismo no Dia do Trabalhador. Ele não se importa com a Farra dos CPFs Premiados, não se pronunciou sobre a farra dos aluguéis de carros e sempre silencia quando há um caso grave de corrupção (lembram, no entanto, que ele saiu em defesa do pichador Palestino quando ele foi preso? Pois é…).

O comentário de Chico Lucas não é a defesa por uma advocacia mais saudável e ética e sim a defesa da falta de transparência e dos políticos corruptos para quem ele trabalha.