Piauí / Teresina · 1 de agosto de 2021

CASO KÁSSIO NUNES

O caso da esposa de Kássio Nunes, comissionada no gabinete de Elmano Férrer, demonstra como as relações de proximidade entre juízes e políticos pode ser um fator perigoso na imparcialidade de seus julgamentos.

Durante as denúncias de CPFs Premiados, revelamos vários nomes de parentes de Procuradores de Justiça, Desembargadores, Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, Promotores de Justiça entre outras autoridades que estavam na folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Esse tipo de nomeação de parentes de autoridades que tem como função investigar, analisar e até julgar os mesmos políticos que estão dando esses cargos afeta totalmente o trabalho que eles fazem.

Como podemos atestar a imparcialidade de Kássio Nunes, por exemplo, em um julgamento contra Elmano Férrer se sua esposa é funcionária dele? É impossível!

O mesmo acontece com o Ministério Público em relação às investigações dos outros poderes: com vários procuradores e promotores com parentes em cargos comissionados dado por políticos, não é estranho que as investigações não andem no Piauí.